Baseando-se em uma bela história real, o diretor francês Karim Dridi apresenta em O Ultimo Vôo um filme intimista e profundo. Com o característico ritmo cinematográfico francês mais lento, conduz sutilmente o andamento da trama. Utilizando de poucos diálogos, consegue transmitir os sentimentos com imagens e a grande interpretação dos atores, auxiliado pelo incrível cenário desértico do Saara, que mesmo carregado de beleza, é hostil, desafiador e angustiante. Tais diversidades conseguem nos emaranhar na história e compartilharmos da angustia da personagem.
A trama se passa em 1933. Bill é um famoso piloto inglês. Buscando bater o recorde na travessia entre Londres e o Cabo, sofre um acidente e desaparece em meio ao deserto do Saara. Sua espora Marie (Marion Cotillard), uma aviadora aventureira, na tentativa desesperada de encontrá-lo, busca ajuda em um posto de legionários franceses. O capitão Vicent (Guillaume Marquet) a acolhe, mas por medo de sofrer algum ataque dos tuaregs, se recusa a ajudá-la. Quando o seu avião é atingido por uma tempestade de areia, Marie segue os legionários em um expedição ao território Tuareg. Por fim, ela e o tenente Antoine (Guillaume Canet) seguem sozinhos a busca, em uma incrível missão de sobrevivência.
A belissima e emocionante trilha sonora é uma harmonia entre instrumentos orientais que trazem um som forte de raiz, do Trio Joubran. É realmente marcante, e nos faz querer buscar mais dela após o filme. Em entrevista, Karim afirmou: “Decidi não procurar um compositor especializado no trabalho para imagens, de não recorrer a uma grande orquestra, de não utilizar a música ocidental pintada de orientalismo (…). Eu queria que essa música fosse um motor dramático e estético do meu filme”. Essa escolha da direção acertou em cheio e o resultado é extraordinário. É perfeitamente contemplativa ao que é apresentado na tela.
Marion Cotillard teve toda a sua beleza estonteante somado a do deserto e da música, numa incrível atuação, contida e sem uma dramaticidade forçada. Isso contribuiu para agregar ainda mais o valor de sutileza do filme.
Marion Cotillard teve toda a sua beleza estonteante somado a do deserto e da música, numa incrível atuação, contida e sem uma dramaticidade forçada. Isso contribuiu para agregar ainda mais o valor de sutileza do filme.



2 comentários:
ai sim mlk ,quero ver esse ..abraços
alguem tem o link para download??
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