‘X-Men: O Filme’ foi o primeiro produzido sobre esses personagens mutantes de história em quadrinho. Tornou-os ainda mais populares e conquistou uma legião de fãs pelo mundo. Dirigido por Bryan Singer, que também é responsável pelo roteiro, junto com o respeitado Stan Lee, entre outros. Neste primeiro filme da trilogia, somos apresentados, louvavelmente sem desnecessárias cortesias, ao universo mutante, em meio ao clima de tensão causado pelo governo dos Estados Unidos. Este pretende criar um registro de todos os mutantes do mundo, de forma a possuir um controle sobre os mesmos.
A mutação é sucintamente explicada como uma evolução genética que os tornam superiores aos humanos, o que faz de Magneto (Ian McKellen), aliado ao seu passado, um vilão que defende e luta por tal superioridade. Com o contexto da votação de lei que os obrigará a serem registrados, cria-se o impasse entre Charles Xavier (Patrick Stewart) e Magneto, que possuem visões diferentes a respeito da relação com os humanos. O Professor Charles possui uma escola que auxilia e guia os mutantes para o bem. A personagem Vampira, que foge de casa após um incidente em que deixa um amigo em coma devido ao contato físico, encontra Wolverine (Hugh Jackman), um mutante nômade que desconhece seu passado obscuro. Ao serem salvos pelos X-Men, acordam na escola de Charles, o que se torna para Vampira um refúgio ideal, e para Wolverine a oportunidade de desvendar seu passado, ainda que relutante. Os X-Men agora precisam descobrir e refrear os planos de Magneto.
Talvez tenha faltado um pouco mais de impacto nas cenas de ação, apesar da excelente escolha dos cenários. Os efeitos especiais de luz são fracos, mas é relevante quando se leva em conta ter sido produzido em 2000. Ian McKellen tem uma performance magnífica, sem exageros, elevando seu personagem à um nível supremo e condizente com sua personalidade. O humor e imposição de Wolverine conquistam a todos, e o seu passado desconhecido o torna ainda mais interessante. Mística possui uma sensualidade vilã envolvente e marcante. A relação dos conflitos envolvendo assuntos políticos torna a história de ‘X-Men: O Filme’ mais passível de realidade e talvez por isso conquiste melhor a simpatia do público.
O filme, se comparado a muitos do gênero, é curto, com apenas 1h e 40min de duração, mas esse tempo foi muito bem usado e as cenas não tentam se arrastar desnecessariamente, e não fica aquela sensação de que falta algo. Porém, se torna quase uma obrigação que o mesmo tenha continuação.



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